Primórdios
Remontam da época dos povos nômades do antigo Egito as
primeiras notícias sobre maquiagem. Naquela ocasião, devido às tempestades de
areia, muitas crianças perdiam a visão bem cedo, tendo em vista as pequenas
partículas de pó que penetravam nos olhos, difíceis de serem retiradas. Uma
pessoa, provavelmente uma mãe preocupada com seu filho, utilizou pela primeira
vez o produto de um minério (Khol) que, após queimado, deixava o graveto que o
manuseara preto e pastoso. Ao ser colocado ao redor dos olhos, evitava a
entrada das partículas que grudavam no desenho e prevenia da cegueira precoce. Era um uso até terapêutico.
Origem da maquiagem
A primeira pessoa a utilizar o Khol como cosmético para
embelezar-se foi nada mais nada menos que Cleópatra. Ela desenhava seus olhos
de acordo com o evento do dia e os coloria com misturas de metais pesados,
extraídos da natureza. Em Roma ditou moda. Além dos banhos com leite de cabra,
para disfarçar sua pele cor de jambo (que ela detestava), usava o amido de
milho para clarear a cútis. Ultimamente existem estudos que contestam sua morte
por picada de cobra. Pesquisadores do Louvre descobriram evidências de que
todas essas cores extraídas dos metais pesados podem ter levado Cleópatra à
morte por envenenamento, pelo uso constante. O filme Cleópatra traduz o quanto
ela influenciou seu tempo. Tanto que, ao ser veiculado, também foi um marco e
transformou uma época, pois foi o primeiro filme colorido do cinema, onde a
mocinha mostrava a barriga, usava cabelo “lavado” (escorrido, pois a moda eram
ondas e cachos) e cores fortíssimas de sombras delineadas de preto.
Na idade média o açafrão era utilizado para colorir os
lábios. As cores eram todas retiradas da natureza e não se media esforços em
nome da beleza.
No final do século XVIII houve em Londres uma proposta de
lei que levava ao nível de bruxaria o uso de perfumes, pinturas, loções,
perucas, espartilhos, sapatos altos pelas mulheres. A conotação desta “falsidade”
desobrigava os homens de suas responsabilidades de marido.
Bem, claro que antigamente não havia o conhecimento e a
preocupação de hoje com o que se usava no rosto e corpo. Se os produtos iriam
trazer consequências desastrosas para a pele ou não; se o uso constante poderia
trazer alguma doença precoce; etc.
Atualidade
Hoje encontramos uma gama de marcas, texturas, cores,
aromas, produtos hipo-alergênicos. O homem (mulheres e homens) está cada vez
mais cuidando de seu bem-estar físico, mental e psíquico. Isso inclui sua
aparência, o que está sendo refletido no espelho tem muito a ver com o que está
no interior de cada indivíduo.
No Brasil
Por este motivo, o Brasil está em terceiro lugar no ranking do uso de cosméticos (Estados Unidos em primeiro e Japão em segundo lugar). Podemos perceber que logo, logo poderemos ser o segundo deste ranking, uma vez que homens e crianças estão aderindo aos encantos dos cosméticos.


